A vida depois do desvio

Com previsão de entrega para novembro deste ano, a obra do elevado do Rio Tavares é desejada por todos os moradores da região, principalmente nesta época do ano, onde a população aumenta consideravelmente. Com turistas, mas sem elevado, este é o status no momento. E quem frequenta o trevo, onde todos que desejam sair do Sul da Ilha em direção ao Centro se encontram, conhece o significado da palavra paciência.

Antes do recesso, no final de 2015, a prefeitura entregou o desvio do elevado Rio Tavares (que estava previsto para ser entregue em julho do ano passado), uma passagem direta para quem vem sentido Rio Tavares/Lagoa da Conceição em direção ao Centro. Digamos que para estes, o trânsito desafogou, um pouco. Mas e a vida dos moradores, como ficou após o desvio? Lembrando que anteriormente a prefeitura havia planejado outro curso para o desvio, que você pode conferir aqui.

Para o atendente Sérgio Murilo Silveira, que trabalha no estabelecimento Trevo & Bebidas em frente ao desvio, e também mora em frente ao local há dois anos, “resolver, resolveu, só tem que ver como vai ficar quando voltar às aulas, porque a prefeitura deixou pra inaugurar no primeiro dia que acabaram as aulas”. “Só faz fila quando tem congestionamento na SC 405, se não, não tem mais fila. Na verdade piorou para o pessoal da SC 405, porque forma a fila lá na frente. Mas só vou dar minha opinião quando voltar às aulas”, conta Sérgio, concluindo que “uma coisa tão simples já deveria estar pronta há muito tempo”.

Israel Edson dos Santos, sócio proprietário do Trevo & Bebidas, e também morador da região há 20 anos, acredita que “o desvio aliviou o trânsito”. “Às vezes o congestionamento atinge um quilômetro e meio, dois quilômetros. A pessoas têm que sair de casa com mais de uma hora de antecedência”, completa Israel.

Já para a dona Salete Souza, que mora há 40 anos na região e cuida da sua mãe, que vive na casa localizada exatamente na esquina do trevo, o desvio “não melhorou nada”. “Está tudo igual. Só no trecho onde os carros passam direto que aliviou um pouco, mas aqui pra nós, tudo segue igual. Pra gente que mora aqui, atravessar a rua é complicado, a gente não tem como atravessar, é ruim. Estamos esperando, fazer o quê? Vai melhor? Até agora nada. Dizem que vai melhorar. Quem sabe né, tomara que sim”, conclui Salete.

Quem sabe, no próximo verão dona Salete possa nos receber com um sorriso ainda maior, com a certeza de que o elevado melhorou a sua vida, e a de moradores e comerciantes como Sérgio e Israel, né?

 

 

Da Redação DuCampeche