Sem forças para voltar à praia, surfista é resgatado por helicóptero no Campeche

Helicóptero do Arcanjo resgatou surfista na praia do Campeche nesta segunda (21) - Arcanjo/Divulgação

Um surfista de cerca de 20 anos foi resgatado na manhã desta segunda-feira (21) pela equipe aérea Arcanjo 01 dos Bombeiros de Florianópolis. O socorro de helicóptero foi acionado pela Central de Operações após o recebimento de um chamado telefônico por volta das 10h. A aeronave chegou ao local após quatro minutos e localizou o surfista nas imediações do Novo Campeche.

Segundo informações dos bombeiros, a vítima estava surfando nas proximidades da Ilha do Campeche, mas devido à força das águas - já que o mar está em ressaca desde domingo (20) -, ele não conseguia voltar para a praia. A equipe içou o banhista com um equipamento chamado sling, transportando-o até a faixa de areia.

Após verificar que ele não estava ferido e que suas condições de saúde eram boas, a equipe liberou o surfista. A prancha não pôde ser recuperada.

Mar de ressaca desde domingo (20)

No Morro das Pedras o fenômeno deixou bastante sujeira, além de erodir parte de terrenos de moradores da orla. Até o início da tarde desta segunda, moradores começavam a retirar pertences das casas e cogitavam não passar a noite no local, por questões de segurança. Um morador contou que as águas levaram parte do terreno e uma árvore em menos de 10 minutos.

O presidente da Associação dos Moradores do Morro das Pedras, André Luiz Vieira, disse que o monitoramento da região está sendo feito desde a noite de domingo (20), por solicitação da Defesa Civil. A associação já solicitou também que o órgão municipal acione o protocolo de emergência de ressacas, para que o patrimônio natural seja preservado. "Já foram mais de 10 metros de areia que foram embora, sem contar a faixa de terrenos particulares. São cerca de 30 casas, na faixa que vai da Lagoa do Peri em direção à Armação, que estão sendo ameaçadas pela maré e essas pessoas precisam de orientação da Defesa Civil sobre como proceder", afirma Vieira.

O presidente da associação se mostrou preocupado porque este é apenas o começo do período de ressacas, que costuma ocorrer até o final do ano. Ele disse que é preciso avaliar melhor a ocupação das áreas costeiras em prol da preservação do lugar.

De acordo com a Epagri/Ciram, a previsão é de rajadas de vento entre 20 km/h e 40 km/h e as ondas podem chegar até 4 metros de altura. Desde domingo, um ciclone extratropical e o avanço de uma massa de ar frio pelo Sul do Brasil estão causando uma forte ressaca nas praias do Litoral do Estado.

Fonte: ND Online.