Alerta à População sobre à Leishmaniose Visceral

Fêmea de Flebotomíneo adulto ingurgitada (foto ampliada) . Fonte: Série Vetores. Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, 2014

A Leishmaniose Visceral – LV é uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida entre animais e humanos, potencialmente fatal. Essa doença é causada por um protozoário chamado Leishmania chagasi que infecta cães em áreas urbanas, e também gambás, raposas em áreas silvestres. Alguns dos nomes pelos quais a leishmaniose também é conhecida são Calazar e Barriga D’água.

A transmissão da leishmaniose se dá pela picada de um inseto do gênero Lutzomyia popularmente chamado de mosquito-palha, que coloca seus ovos em matéria orgânica em decomposição. Por isso, locais com fezes de animais, cascas ou restos de vegetais e folhas podem ser favoráveis para a ocorrência desse inseto. 

Nos animais, os sinais clínicos da doença podem iniciar discretamente com emagrecimento, enfraquecimento dos pêlos e apatia. Depois de algum tempo ocorre 2 descamação na região ao redor dos olhos, focinho e ponta de orelhas além do crescimento exagerado das unhas. Pode ocorrer também conjuntivite ou outros distúrbios oculares. Com o passar do tempo o animal fica cada vez mais magro e debilitado, com aumento de volume na região abdominal, diarréia, hemorragia intestinal, caquexia, inanição e morte na fase final da doença. Esses sinais clínicos não são específicos da LVC, portanto, sempre que o cão apresentar qualquer sinal diferente de seu estado normal deve-se procurar um Médico Veterinário que fará um exame laboratorial para diagnosticar a doença.

Nos seres humanos, os sintomas incluem febre, cansaço muscular, perda de apetite, emagrecimento e aumento do volume abdominal. A ocorrência da doença é crescente em vários estados do país, causando óbitos principalmente em crianças e adultos com baixa imunidade. Em Florianópolis, inicialmente, a ocorrência em cães estava limitada a casos localizados no entorno da Lagoa da Conceição. No entanto, atualmente encontra-se em franca expansão para outras áreas e bairros da cidade. Hoje a doença encontra-se distribuída em 34 bairros da capital:
 

Canto da Lagoa;                                       Saco Grande;

Campeche;                                               Costeira do Pirajubaé;

Canto dos Araçás;                                    Praia Mole;

Costa da Lagoa;                                       Saco dos Limões;

Lagoa da Conceição;                                Centro;

Pantanal;                                                  João Paulo;

Itacurubi;                                                 Monte Verde;

Rio Tavares;                                             Rio Vermelho;

Córrego Grande;                                      Itaguaçu

Joaquina                                                  E outros.

Considerando que a LVC é uma zoonose crônica grave e letal (e que suas consequências são bastante indesejáveis para os proprietários, uma vez que a orientação do Ministério da Saúde é que seja realizada eutanásia dos animais positivos), é importante que a população esteja atenta quanto às formas de prevenção. 5 Como a doença é transmitida pela picada do mosquito-palha e os cães são os animais atingidos mais próximos dos seres humanos, as formas de prevenção devem ser direcionadas ao controle do inseto e à proteção dos cães e incluem:

  •  Limpeza constante do quintal para que não fiquem acumulados restos de matéria orgânica;
  •  Evitar a criação de porcos e galinhas em área urbana;
  •  Instalação de telas milimetradas nas janelas da residência e no canil;
  •  Uso de roupas longas ao trabalhar na área externa;
  •  Uso permanente de repelentes contra os insetos transmissores – inclusive nos cães, por meio de coleiras ou pipetas repelentes.
  •  Vacinação antileishmaniose visceral canina dos animais.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis segue o Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, elaborado pelo Ministério da Saúde e oferece o serviço de colheita de amostra e realização de exame laboratorial para o diagnóstico da LVC, além da realização da eutanásia dos cães positivos, após o consentimento do seu tutor. Caso seu animal esteja com suspeita da doença ou que esta já esteja confirmada pelo seu médico veterinário particular, contate-os pelos canais abaixo relacionados. É muito importante que as notificações ao CCZ ocorram para que uma equipe técnica realize visitas e colha material sorológico dos cães da área, para que as medidas profiláticas para contenção do foco sejam realizadas e que os moradores sejam alertados, além de avaliar a prevalência da doença na população canina da região.

Telefone: (48) 3338-9004

E-mail: [email protected]

Telefone da Ouvidoria Geral da PMF: (48) 3239-1569

Fonte: Prefeitura de Florianópolis - Secretaria Municipal da Saúde.

Lesões em focinho de cão . Fonte: Arquivo CCZ/Florianópolis ; Cão aparentando emagrecimento e apatia . Fonte: Manual de Vigilâ ncia e Controle da Leishmaniose V isceral , Ministério da Saúde, 2014.Lesão no olho em cão. Fonte: arquivo CCZ/Florianópolis; Cão com lesoes de face e de orelha. Fonte: Manual de Vigilâ ncia e Controle da Leishmaniose V isceral , Ministério da Saúde, 2014. Bairros com casos positivos de LVC em FlorianópolisMapeamento de cães positivos em Florianópolis