Sul da Ilha de Florianópolis é atingido por Ciclone

Sul da Ilha de Florianópolis é atingido por Ciclone

Ciclone subtropical atinge o Sul da Ilha de Floripa e causa estragos

 

O susto iniciou com o som forte do vento sul e chuva da madrugada de sábado para domingo (04/12), que iniciou por volta da 1h da manhã e intensificando entre às 2hs e 3hs. Aparentemente não sabíamos a dimensão do que havíamos escutado e ao acordar e notar a falta de energia elétrica, decidimos sair às ruas na manhã de domingo por volta das 7:30h a fim de constatar o impacto gerado.

 

A nossa redação, logo ao sair de casa constatou muitos galhos na rua, portões de casa arrancados e seguindo um pouco mais adiante em frente a Pedrita vimos 2 árvores caídas, que não chegaram a tocar o solo pois estavam sendo seguradas por cabos de energia do poste, mesmo assim motoristas desatentos arriscavam suas vidas passando por de baixo das árvores com risco de queda, como vemos no vídeo.

 

No mesmo momento o ônibus que saiu da Lagoa e iria o terminal do Rio Tavares, não conseguia cruzar quando falamos com os passageiros e soubemos que um outdoor luminoso na lagoa caiu e atingiu dois carros em cheio. Neste momento fizemos um aviso recomendando para todos ficarem em casa pelo nosso Facebook.

 

Na sequência todos ficaram sem internet e sem rede de celular.

 

Pensamos em como ninguém, nem nenhum serviço de inteligência nos avisou com antecedência sobre o ocorrido?? Cadê a defesa civil? E se tivéssemos pescadores mar a dentro neste instante??

 

Nos dirigimos até o terminal do Rio Tavares para sondar os impactos da tempestade e por onde andávamos notamos a falta de energia, outdoors e pontos de ônibus amassados como folha de papel, os postos de gasolina fechados pois não poderiam abastecer pela falta de energia, na Rua da Capela um post foi arrancado e impedia a passagem de carros. Muitas árvores e galhos pelas ruas e rodovias, a terceira pista foi fechada e as sinaleiras da expresso sul apagadas, além de diversos buracos pelo chão devido à chuva.

 

Percebemos que a falta de preparo da cidade para citações como esta era um fato. 

 

Ao longo do dia nenhum estabelecimento abriu as portas, exceto a padaria Pães e Papos que contou com gerador de apoio e o Supermercado Hiperbom que estavam cheios.

 

O único meio de comunicação, foi o bom e velho orelhão, na fila aguardando para falarmos com contatos de SP ainda escutamos garotos novos indagando: “isso faz ligação?“ J   ao utilizar o orelhão para ligar para SP constatamos que ninguém em SP tinha ainda ciência da gravidade do que havia ocorrido em Floripa e lamentamos, pensando que talvez seria uma manobra da mídia para evitar o impacto negativo com os turistas.

 

Seguimos tentando contato com Casan, Celesc e apenas recebemos o status de que em 72hs a situação seria normalizada. Neste interim muitas casas ficaram também sem água.

 

Recemos um comunicado da Casan somente hoje (5/12) pela manhã:

 

“Diante das emergências provocadas pelo temporal da madrugada de domingo e da falta de energia em diversas regiões da Grande Florianópolis, a CASAN está com equipes mobilizadas para recuperar os sistemas de abastecimento e mantém o pedido de colaboração e economia de água.

Em Florianópolis, a região mais afetada é o Sul da Ilha, onde aproximadamente 150 mil unidades permanecem com abastecimento de água interrompido em função da falta de energia, que impede o funcionamento da Estação de Tratamento de Água do Peri.

Os sistemas de esgotamento sanitário operam com geradores de energia elétrica.

A CASAN atualiza informações também em sua página no Facebook e conta com a Central 0800 643 0195 para outras informações e solicitações de serviços.”

 

 

Como também da Prefeitura:

“O prefeito Cesar Souza Junior está visitando alguns pontos da cidade onde foram maiores os estragos provocados pela ventania de domingo. Começa às 15 horas pela praça Bento Silvério (o casarão foi atingido pela queda de uma árvore. Em seguida, segue para a avenida das Rendeiras, Canto da Lagoa e Sul da Ilha. “

 

Normalização:

A situação no Sul da Ilha começa a normalizar apenas na tarde de hoje (05/12) para algumas residências, mas temos informações que ainda há muitas sem energia (25%).

Hoje vimos poucas notícias sobre o Ciclone subtropical que nos atingiu com até 118km/h, achamos apenas uma pequena quantidade de notícias para um assunto de tamanha gravidade e proporsões. Segundo informações da Defesa Civil, ao menos 759 pessoas foram afetadas diretamente, 102 estão desalojadas no Estado e 260 mil domicílios chegaram a ser afetadas pela falta de luz. Às 16h, o boletim da Celesc informava 115 mil residências sem energia.

 

Cobramos eficiência da Defesa Civil na sinalização prévia de eventos meteorológicos como este, a divulgação apropriada da mídia sobre o ocorrido e dos empresários melhor preparo para atender a população nestes casos de urgência.
 

Visita do Prefeito ao Sul da Ilha

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Hoje (05/12) o Prefeito visitou o Sul da Ilha, segue a constatação na íntegra:

No Campeche, o posto de saúde ainda foi encontrado às escuras, ainda que a Celesc e a secretaria de Obras, a Comcap e a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) estejam trabalhando para atender às demandas. Ainda de acordo com o secretário de Obras, o levantamento dos estragos está sendo feito “para alimentar o sistema da Defesa Civil do município e buscar recursos para recuperação da pavimentação e drenagem”.

            Educação

Na Armação, a Escola Básica Dilma Lúcia dos Santos teve o ginásio destelhado, mas uma força-tarefa que envolveu diretor, professores e a empresa que presta manutenção para a secretaria da Educação realizou rapidamente a limpeza necessária. A nova telha será recolocada nesta terça-feira (6), assim como os vidros das salas de aula que foram destruídos.

Neste estabelecimento de ensino, as aulas já serão retomadas. Diferente do caso do Núcleo de Educação Infantil (NEI) Armação, que continuará com as aulas suspensas, o que poderá seguir por toda a semana, devido à destruição do telhado e do beirado de alvenaria. “Até para a segurança das crianças”, justifica Pinto da Luz.

O secretário da Educação ainda percorreu a Escola Básica José Amaro, no Morro das Pedras, que já havia sido atingida no último vendaval. Desta vez, o prédio e o ginásio tiveram os telhados destruídos, sendo que eles já foram retirados e serão recolocados nesta terça-feira. Ali, as aulas estão igualmente suspensas por tempo indeterminado.

No Ribeirão da Ilha, a Creche Caetana Marcelino Dias também não terá aula nesta terça-feira. Enquanto na Escola Básica Batista Pereira as crianças já poderão retornar aos bancos escolares. Ambas foram destelhadas.

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Vamos ficar e olho e atentos ao que esta acontecendo para em breve trazer mais novidades aos moradores.

 

Redação DuCampeche