Preço médio da gasolina sobe R$ 0,20 em Florianópolis em duas semanas

Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense

Com o reabastecimento dos postos de combustível depois da greve dos caminhoneiros, houve filas para encher os tanques. Mas além de se deparar com falta de gasolina, agora pontual, em alguns postos, consumidores precisam desembolsar mais para abastecer. Só em Florianópolis, o aumento foi de R$ 0,20 no preço médio do litro de gasolina nas duas últimas semanas. Entre o início das paralisações e domingo, em média, o litro de gasolina saltou de R$ 4,20 para R$ 4,40 em 24 estabelecimentos.

A comparação leva em conta a lista da Agência Nacional de Petróleo (ANP), com coleta nos dias 21 e 22 de maio – dias que marcavam o início da greve dos caminhoneiros, mas ainda sem falta generalizada dos combustível nas bombas. Dos 36 postos analisados pela ANP na Capital, 24 foram ouvidas.

Apenas dois postos mantiveram o preço, situados no Saco Grande, onde o preço continua R$ 4,39. O restante teve aumento nas bombas. A diferença chega a R$ 0,40 nos estabelecimentos da cidade, com variação de R$ 4,09 a R$ 4,49.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis), Lurran Nascimento de Souza, reforça que esse aumento é justificado pelas altas constantes da Petrobras:

— Depois da paralisação, os postos já receberam combustível com reajuste de R$ 0,04 a R$ 0,09, tudo isso vai impactando no aumento.

E mesmo a redução de 0,68% do preço da gasolina nas refinarias, que passará a valer hoje, não deve dar respiro para o bolso do consumidor. Afinal, a redução é registrada depois de duas altas consecutivas do produto. No sábado, a Petrobras tinha elevado o preço da gasolina em 2,25%, após um aumento de 0,74% anunciado na quarta-feira passada. Desde o início de maio, já foram anunciadas 14 altas e sete quedas no preço da gasolina. Em um mês, o combustível acumula aumento de 11,64% nas refinarias.

Para Souza, se esses aumentos continuarem, a gasolina pode custar até R$ 5 na região, porque o preço acompanha valor do dólar e do barril de petróleo, que têm tendência de alta.

— É uma tendência, não é algo que vai acontecer dentro de uma semana ou um mês. Mas pode acontecer, se tudo continuar como está – reforça Souza.

O presidente do sindicato, no entanto, descarta que o aumento nas bombas tenha relação com os dias sem combustível nos postos – que em alguns casos chegou a sete dias. Segundo Souza, houve uma orientação do Procon para que preços variassem de acordo com custo do produto, e não pelo fato de o posto não ter funcionado.

O diretor do Procon em Santa Catarina, Michael da Silva, reforça que 90 postos da Grande Florianópolis foram notificados para apresentar a nota fiscal de compra e venda no período de desabastecimento. Ele afirma que se for identificado aumento praticado entre os dias 21 e 30 pode haver irregularidade, já que postos não compraram combustível nesta época. Mas reforça que atualmente, depois da greve, os postos têm liberdade para praticar a margem de lucro que julgar procedente. Porém reforça que, nas fiscalizações da região, a média do preço da gasolina, adquirida pelos postos nas distribuidoras, fica entre R$ 3,83 e R$ 3,87, mas que em alguns lugares chega a R$ 4:

— A recomendação é que o consumidor volte a pesquisar preço, porque o consumidor é o grande fiscal e ajuda a regular o mercado. Sempre que um posto baixa um pouco, faz com que outros tragam o preço para baixo.

Fonte: Diário Catarinense.