Contra risco de transmissão da leishmaniose, prefeitura distribui coleiras aos cães

Contra risco de transmissão da leishmaniose, prefeitura distribui coleiras aos cães

Prefeitura distribui coleiras anti-leishmaniose para os cachorros que vivem em áreas de risco, como Rio Tavares, Pantanal e Saco dos Limões. As coleiras são distribuídas por equipes do Centro de Controle e Zooneses e visa evitar inseto que transmite a doença, além de contribuir no combate a pulgas e carrapatos.

Esses três bairros de Florianópolis têm registrado casos de leishmaniose em humanos no ano passado, o que preocupa o município. Por isso, a prefeitura optou por prevenir a doença.

Coleiras são distribuídas por equipes da prefeitura

Desde março deste ano, a prefeitura está focando na prevenção da leishmaniose em cães e, especialmente, em humanos. Para isso, adquiriu 2,5 mil coleiras que evitam o mosquito responsável pela transmissão da doença, o mosquito-palha.

Os bairros com maior índice, Rio Tavares, Pantanal e Saco dos Limões, são os prioritários a receber a coleira. Esta está sendo colocada tanto em cães de rua como os que vivem em casas.

A maior preocupação é a transmissão da doença para as pessoas, como ocorreram casos em 2017. Por isso a prefeitura investiu na compra das coleiras, que tiveram um custo individual de R$ 60,00.

Donos de cachorros recebem instruções sobre coleiras anti-leishmaniose

As coleiras anti-leishmaniose oferecem proteção para os animais durante seis meses. E para manter a prevenção, cada dono de cachorro dos bairros de risco recebe instruções para comprar uma nova coleira.

Conforme o Departamento de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, entre os meses de abril a junho, 830 cachorros foram examinados no município. Desses, 17 animais estavam com leishmanione e 13 foram eutanasiados esse ano. Já até setembro de 2017, foram cerca de 84 diagnósticos da doença e 41 eutanasiados.

Até o último dia 24, 30 cães de Rio Tavares, 74 do Pantanal e 289 do Saco dos Limões receberam a coleira. O Centro de Controle de Zoonoses espera atingir uma média de 4.000 cães encoleirados.

As equipes da prefeitura da cidade estão percorrendo os bairros e visitando todas as casas dessas regiões para doar as coleiras. Durante as visitas, eles também coletam exame de sangue e oferecem orientação aos donos dos cachorros sobre formas de evitar a leishmaniose visceral.

Como detectar a leishmaniose visceral humana?

Causada pelo parasita Leishmania chagasi, a leishmaniose visceral humana é grave, mas se a doença for detectada no início, há tratamento. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a pessoa infectada pode apresentar febre que dura mais de sete dias. Nesse caso, deve-se procurar uma unidade de saúde ou um médico do convênio o quanto antes.

Nos cachorros, os sintomas incluem feridas nas orelhas, ao redor dos olhos e no focinho, além de conjuntivite. No caso desses sintomas, leve o animal até uma clínica particular ou no Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis.

Porém, a prevenção é fundamental e isso inclui não jogar lixos em terrenos baldios, fazer a higiene do quintal, usar coleira repelente nos animais, vacinar os cães saudáveis, entre outros.

Por: Andreia Silveira do site PlanodeSaudeNota10.